Outros questionam, no entanto, se os objetivos dos ativistas estão excessivamente focados em usos de curto prazo do capital corporativo, como recompras de ações ou dividendos especiais. Estratégias de alocação de capital com foco no valor de curto prazo podem ser totalmente apropriadas para um acionista, independentemente da duração de seu horizonte de investimento. O conselho, no entanto, tem um papel muito diferente ao considerar o uso adequado do capital para a empresa e todos os seus acionistas. Especificamente, o conselho deve ponderar constantemente os usos de capital de longo e curto prazo (por exemplo, reinvestimento orgânico ou inorgânico, retorno aos acionistas, etc.) e, em seguida, determinar a alocação adequada desse capital, em consonância com a estratégia de negócios da empresa e o objetivo de criação de valor a longo prazo.
Os CEOs da Business Roundtable acreditam que o engajamento dos acionistas continuará sendo uma questão crítica de governança corporativa para as empresas americanas nos próximos anos. Além disso, acreditamos que há um reconhecimento crescente no mundo corporativo americano de que um aumento no acesso dos acionistas à diretoria não pode ocorrer sem um aumento correspondente em sua responsabilidade. Aqui, como em muitas áreas da governança corporativa, a transparência é um elemento básico, mas essencial — por exemplo, nesta “era da informação”, um acionista que deseja influenciar o comportamento corporativo deve ser incentivado a divulgar publicamente a natureza de sua identidade e propriedade, mesmo nos casos em que as leis federais de valores mobiliários não exijam especificamente a divulgação.